sexta-feira, 6 de setembro de 2013

 DANTE ALIGHIRI, autor do clássico universal, A DIVINA COMÉDIA, proclamou: “Os lugares mais sombrios do inferno estão reservados àqueles que se mantêm neutros em tempos de crises morais!”.
Perguntaria, então, ao imortal ALIGHIRI: que lugares estão reservados para os protagonistas – aqueles que produzem as crises morais?... E, ainda: em que círculo do inferno repousará os que bajulam e dão respaldo aos autores das crises morais, inclusive, investindo, com ranço homofóbico, contra os que, com dignidade e coragem, combatem os imorais e suas práticas?!...
Certamente, o imortal Dante responderia:
– A esses está reservada a vida eterna. Mas, você, Francimar, que foi registrado no distrito de VERTENTE, não fique com INVEJA; eles pagarão  como tributo, o castigo de viver toda a eternidade com uma espada atravessando o coração, e a alma navegando em um túnel circular imersa em chama ardente. Amem!



quinta-feira, 25 de julho de 2013

       A PRIORIDADE É O CIRCO
                                                 Francimar Moreira


UM BILHÃO E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS, é quanto foi gasto na reforma de um circo chamado Maracanã.
 Esse tanto de dinheiro daria para construir 50.000 (cinquenta mil) casas populares, no valor de R$ 26.000,00 (vinte e seis mil reais) cada uma.
Daria para alavancar 2.600 (dois mil e seiscentos) empreendimentos, emprestando-se a cada um deles R$ 500.000,00 (quinhentos mil) reais.
E, se fosse emprestado a 1% (um por cento) ao mês, renderia de juros R$ 13.000.000,00 (treze milhões de reais) por mês; ou R$ 156.000.000,00 (cento e cinquenta e seis milhões de reais), por ano; ou R$ 4.680.000.000,00 (quatro bilhões e seiscentos e oitenta milhões de reais), em 30 anos.
Pois é, o Maracanã foi arrendado a dois bilionários, por trinta anos, por apenas R$ 180.000.000,00 (cento e oitenta milhões de reais). Ou seja: por 4.500.000.000,00 (quatro bilhões e quinhentos milhões de reais) a menos do que renderia de juros o dinheiro que foi gasto, se emprestados a 1% (um por cento ao mês), para alavancar empreendimentos que gerariam empregos, renda e tributos.
E, enquanto se registra fatos aviltantes como esse, faltam hospitais, escolas, universidades, estradas e muito mais coisas por todo esse Brasil. Mas, é bom que seja dito mais: somente com ferro, concreto e, certamente, furtos e corrupção, serão consumidos, no Brasil, R$ 28.000.000.000,00 (vinte e oito bilhões de reais), em função da copa.
Informaram-me que, em Brasília, existe um hospital abandonado ao lado de um Campo onde gastaram agora, quase R$ 600.000.000 (seiscentos milhões de reais), em uma reforma para a copa.
Pelo visto, está tudo muitíssimo claro, embora se tenha o bolsa família..., A PRIORIDADE É O CIRCO. 
Imperatriz, 22 de junho de 2013



HÁ GENTE QUE...
       Francimar Moreira



Há gente que, após nove meses ao ventre submisso, não se liberta mais.
Até parece de cócoras ter nascido e não ter ânimo para se erguer jamais!
É um fraco, que nunca sabe a vida organizar, sem a proteção de um amo
Que o oriente, lhe mostre o caminho e, para o qual vive a mover o abano! 
É vítima de uma sina cruel que, movida a birra, a fez fraca e rastejadora,
Gênero dos reptilianos cuja ventura consiste, em ser uma vil bajuladora!
Há gente que trapaceia e explora a outrem, na busca insana pelo vil metal,
Confiante em que somente ele seja fonte segura de status e prosperidade!
É, de fato, um delirante ao extremo, que não vê o quanto há de estupidez,
Na crença tola e vulgar de que poder e dinheiro sejam fonte de felicidade!
E muito embora, com uma fortuna acumulada, não percebeu, infelizmente,
Que dos bens virou escravo, do medo ficou refém, da vida plena é ausente!
Há gente que, na cólera selvagem de poder, nivela-se ao pior dos violentos.                                              
É um feroz crocodilo, uma serpente, senão for desses répteis excrementos!  
É o tipo que, movida a selvageria, tripudia, denigre e tortura o semelhante,
Sem se dar conta de que degrada toda a espécie humana, de forma aviltante!
E, ainda assim, do inocente povo sofredor, espera acatamentos reverenciais.
Embora não passe de execrável tiranete a extravasar seus instintos bestiais!




Imperatriz, 10 de março de 2013 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

SE NÃO FREARMOS:

A afronta que são os privilégios de uma minoria, a erosão das virtudes, a ditadura dos sindicatos, o poder dos oligopólios, a ganância dos banqueiros, o avanço dos ladrões sobre os cofres públicos, a maldição do corporativismo, o poder do estado para atrapalhar, a maldita da corrupção, a extorsão contida nas taxas de juros e nos malditos cartões, e, sobretudo, o mal que os políticos estão fazendo ao Brasil; mergulharemos, inexoravelmente, em convulsões sociais e ditadura!...  

sábado, 22 de junho de 2013

E PELO VISTO...

A política do pão e circo, aliada a muita publicidade e a drenagem dos recursos públicos para o bolso dos grandes ladrões e os oligopólios, não está surtindo o efeito esperado por seus patrocinadores! E não deve está muito longe o dia em que milhões de pessoas tomarão as ruas deste País, exigindo dos detentores do poder, vergonha na cara e respeito ao povo!... E, dependendo da dimensão do levante, haverá muito desespero, ranger de dentes e sangue derramado!... 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

É IGNORÂNCIA OU CINISMO
                                         Francimar Moreira


Imagine-se uma comunidade humana qualquer, onde as leis e as instituições funcionam ao sabor da vontade comezinha de quem pode mais!... Seria o caso de um país onde se edita dezenas de normas diariamente e, a maioria delas, com o inescrupuloso e pervertido propósito de atender a interesses pessoais ou grupais de detentores de privilégios.  

Imagine-se que esse conjunto de pessoas já atingiu um grau de organização de tal forma sofisticado que lhes permite ostentar, à guisa das nações modernas, um organograma governamental e administrativo – com Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e outras instituições que, pelo menos teoricamente, lhes dá status de sociedade civilizada.

Imagine-se que, influenciada pela modernidade, ou, imitando o que já ocorre em outras nações, até já definiu, essa sociedade aqui em discussão, a democracia como regime de governo; o republicanismo, como doutrina política basilar; e eleições, chamadas livres e diretas, como forma de escolher governantes e outros detentores de mandatos eletivos.   

Imagine-se que, corroborando com o ideal civilizatório vigente entre povos mais desenvolvidos, a comunidade em questão já aderiu a tratados internacionais que definiram normas educadas de convivência coletiva e até estabeleceu, também, teoricamente, o seu pacto de um modus vivendi guiado pelos princípios da ética e da civilidade.  

Imagine-se que, em sintonia com os princípios democráticos e procurando simular o ideário iluminista, essa nação, até já deliberou o seu organograma de governança, em harmonia com a pós-modernidade, o qual se divide em poderes autônomos, harmônicos e “independentes” entre si – conforme proclama sua Carta Magna, de forma solene.  

Imagine-se que, segundo apregoam, essa sociedade vive em plena democracia e o seu mais longo período de estabilidade política, sem que nenhum motim ameace o seu equilíbrio. Todavia, de fato, o que há é um simulacro de normalidade, a sustentar-se na ignorância da maioria de seu povo e no cinismo da classe política que, respectivamente, não se apercebem o quanto são vítimas e protagonistas de abissais contradições.

Imagine-se o Poder Legislativo, que em princípio é o primeiro e mais importante Poder de uma República, e cuja função é legislar, fiscalizar, investigar e defender os interesses coletivos, sendo, porém, cooptado pelo Executivo, através de um pacto amoral, em troca da esdrúxula figura das “emendas orçamentárias” que, sem rodeio, mandou a chamada harmonia e a independência entre esses poderes para o nono círculo do inferno.

Imagine-se a necessidade de autonomia do Judiciário – que tem a sublime missão de julgar –, em relação aos demais Poderes! Apesar disso, sabe-se, há muito tempo, que a ascensão aos Tribunais Superiores é maculada por caracteres ilegítimos, não republicanos. E, é lógico: interferências indesejadas nesse processo maculam o rito da escolha e impede a prevalência da meritocracia – absolutamente necessárias a uma Justiça isenta.  

Imaginem-se os mais torpes conluios sendo maquinados nos ornamentados porões dos poderes, em um país cuja mais temível ameaça brota da falta de caráter de seus agentes públicos. Aliás, um país que – segundo se canta em versos e prosas – vive um de seus melhores momentos de progresso econômico, e que, inclusive, navegaria em águas brandas e de forma auspiciosa – rumo ao desenvolvimento político, econômico e social.

Imagine-se o grau de indecência que ocorre na escolha de governantes e representantes legislativos nessa comunidade! Porém, mais grave do que eleições manipuladas à sorrelfa, é a infâmia que significa um pretendente a uma vaga no Supremo Tribunal Federal – STF, ter amigos fazendo lobby, andar cabalando apoios e, até comprometendo suas futuras decisões, em casos que chegassem àquela Corte – conforme denunciado recentemente.     

Imaginem-se interessados em ser indicados para a mais alta instância do Poder Judiciário de um país rogando apoio de quem tem graves acusações correndo contra si naquela Corte!... Fica até difícil de avaliar-se qual é a maior depravação, se a súplica de apoios e votos pelos pretendentes sem escrúpulos, ou se o fato de alguém envolvido em crime possuir, ainda que transitório, o poder de influência sobre a indicação pretendida.

Imaginem-se acordos urdidos, em cochichos, entre criminosos que detêm poderes para indicar quem vai julgá-los, e candidatos a julgadores dispostos a entregar a própria alma em troca do cargo!... Na melhor das hipóteses, somente pode resultar na mais putrefacta violação dos sagrados princípios da legitimidade e da lógica, as quais, de forma axiomática, são definidas como pilastras da moderna civilidade.  
     
Imagino, aliás, e disso estou convencido, que já passou da hora de uma verdadeira reforma do Poder Judiciário desse país, na qual seja contemplado o mérito e o tempo de serviço, para efeito de promoção, e, a ascensão aos Tribunais Superiores seja quase exclusividade de integrantes do próprio Judiciário, através de votações de seus pares, com aprovação pelo Senado e nomeação pelo (a) Presidente da República.

Imagino, no entanto, que na composição das cortes superiores do Poder Judiciário são, sim, valiosas as reservas de duas vagas: uma para o Ministério Público e outra para a OAB. A interação dessas duas significativas instituições, através de seus representantes, com os Tribunais Superiores tem, de fato, enorme significação: seja simbólica, empírica, jurídica e científica.  A escolha dar-se-ia pelo mesmo critério dos demais integrantes da Corte.

Imagino, finalmente, que leis duradoras e equânimes, que pautem as reais necessidades de um estado comprometido com os fundamentos que sustentam as pilastras da pós-modernidade, somente se instalariam se erguidas sobre a égide de uma nova Constituição. A qual viesse a ser produzida por um colegiado de notáveis, indicados exclusivamente para essa finalidade. Pensar que possa brotar da lavra de políticos carreiristas, como os que ascendem ao Poder no Brasil – É IGNORÂNCIA OU CINISMO.   


                                                     Imperatriz, 20 de maio de 2013  


     

terça-feira, 21 de maio de 2013

FRAGMENTOS DO TEXTO: POBREZA, ENDIVIDAMENTO, AFLIÇÃO... DO LIVRO VIRTUDES AUSENTES.

Matéria publicada no jornal O PROGRESSO, respaldada em estudo realizado pelo Banco Central do Brasil, dava conta   de que, nos financiamentos, o brasileiro gasta mais com o pagamento de juros do que com o produto efetivamente comprado. O relatório demonstrava que, enquanto algumas famílias gastaram, em um determinado período, 10,5% da renda em compras a prazo, tiveram que desembolsar 13,3% com o pagamento de juros sobre o valor comprado.

Ora, nos preços a prazo estão embutidas margens de lucros maiores, taxa de risco, juros e a compensação pelos que não haverão de saldar seus débitos. Logo, os preços iniciais são sempre majorados. Digamos que sejam, em média, 20%. Nesse caso, o percentual de 10,5% citado acima cairia para 8,4%, se pago à vista, e, os 2,1% remanescentes, somados aos 13,3%, totalizaria 15,4% de juros e acréscimos, ou seja, quase o dobro do valor da aquisição propriamente dita.